Por Daniel Spinelli (Diretor e Consultor da PS Treinamento Empresarial)
Outro dia estava fazendo uma reflexão sobre quais momentos da nossa vida mais interferem nos nossos resultados, ou seja, o quê da nossa história de vida, e que está sob nosso controle, mais impacta onde estamos hoje e onde estaremos no futuro.
Na busca de consciência, todos nós pass
amos por momentos de avaliação dos diversos aspectos da nossa vida. Onde estou agora é mesmo onde eu gostaria de estar? Estou perto ou longe dos meus objetivos? Isso em gestão chama-se monitoramento e avaliação de resultados. E como para as empresas, também é uma etapa importante no ciclo de desenvolvimento de um profissional.
Ao final dessa reflexão cheguei a duas palavras chaves que devemos considerar: Decisões e Hábitos.
Decisões:
Durante nossa história nos deparamos com uma série de decisões importantes que vão impactar nosso futuro: Posso decidir aprender a falar inglês, fazer um MBA, tirar férias junto à natureza, praticar Yoga, ler mais ou aceitar uma proposta de trabalho.
Muitas vezes não temos a noção exata do quanto uma decisão pode mudar a nossa vida e por isso corremos o risco de desqualificar a importância daquele momento. Se agirmos assim podemos adiar a decisão, tomá-la parcialmente ou tomá-la sem considerar devidamente os fatores envolvidos.
Hábitos:
O poeta americano Ralph Waldo Emerson escreveu: “Um dia é a eternidade em miniatura.”
Podemos correr o risco de não considerar a forte contribuição dos nossos hábitos para os resultados que vamos obter. E isto penso ser um dos pontos mais desafiadores de uma caminhada: mudança de hábitos. Da mesma maneira que um veículo em movimento, hábitos contem inércia.
O peso de uma decisão normalmente está relacionado com a mudança de hábitos intrínseca. Isso pode gerar dois efeitos sabotadores e possivelmente inconscientes:
1 – O indivíduo costuma demorar muito para tomar decisões e não entende o motivo. Poderia ser porque na verdade não está disposto a lidar com as mudanças de hábitos envolvidas?
2 – O indivíduo toma decisões rápidas, mas inconsistentes. Poderíamos chamar de “decisão preguiçosa”, pois não é sustentada pelas mudanças de hábitos necessárias. Com isso, os resultados esperados quase não aparecem e o desfecho tende a ser um indivíduo com menos crença em seu poder pessoal.
Minha reflexão levou a uma autoanálise com relação ao meu jeito de funcionar no que tange a este tema. Com isso aprendi novas coisas sobre mim e, a dica que posso dar para aqueles leitores que se identificarem em algum grau com esse texto, é que a melhor coisa a fazer para atingir seu desenvolvimento pessoal é ampliar a autopercepção.
E agora, o que eu faço com isso? Se eu estiver mais atento ao meu funcionamento, eu tenderei a perceber quando estiver entrando numa armadilha. Isso me permite fazer os ajustes necessários para dar mais poder às minhas decisões.
Está aqui uma boa forma de potencializar esforços para alcançar os objetivos almejados: investir em bons hábitos e decisões.
Desejo-lhe mais decisões conscientes, mais hábitos decididos e um bom desfrute dos resultados.