Posts com a Tag ‘Desenvolvimento Humano’

E como fica a Segurança?!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Por Daniel Spinelli

Há uma confusão no mercado que não raramente atrapalha o entendimento sobre a questão do componente “desafio” nos treinamentos organizacionais, especialmente quando esses são realizados ao ar livre.

Muitas empresas vêm buscando a metodologia experiencial, muitas vezes envolvendo atividades de aventura (Rafting, Rapel, etc…) como alternativa para programas de team building, desenvolvimento de liderança ou mesmo em atividades de integração em seminários e convenções.

Um pressuposto de um ambiente de aprendizagem deve ser a segurança física e psicológica dos participantes. Cada uma dessas dimensões da segurança é construída de formas diferentes, mas estão intimamente ligadas e uma breve análise dessa inter-relação gera uma reflexão interessante no que tange ao desenvolvimento pessoal. O conceito de assumir riscos está intrínseco no conceito de aventura, e carrega consigo uma das chaves para oportunidades de aprendizado. A partir desse passo fora da zona conhecida (ou zona de conforto), o participante vive uma experiência intensa que gera qualidades como interação, significado, satisfação, suporte (dando e/ou recebendo), introspecção, quebra de paradigmas, entre outras.

A experiência do desenvolvimento pessoal (que carrega consigo o reflexo no crescimento do profissional) é potencializada quando a pessoa se dispõe a conhecer e experimentar o diferente e o novo. Encontrar situações inéditas fazem o individuo encontrar ou desenvolver recursos próprios talvez desconhecidos ou subutilizados, que uma vez acessados darão mais poder pessoal ao “aventureiro”. Essa é a forma como vejo a caminhada do auto-desenvolvimento: aventurando-se em situações de assunção de riscos, se conhecendo melhor, buscando desenvolvimento, aplicando os aprendizados na vida e seguindo a caminhada com cada vez mais consciência e recursos.

Cabe à empresa e/ou profissionais responsáveis pelos treinamentos garantir a gestão da segurança das atividades. Para isso existem requisitos definidos em normas, no caso do Brasil da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Uma vez aplicados esses requisitos alcança-se um nível ideal de trabalho com riscos calculados, controlados e assumidos. Dessa forma, o participante saberá exatamente quais riscos físicos está assumindo para que, com isso, possa partir mais seguro para sua experiência de crescimento pessoal. A empresa fornecedora também terá um controle muito maior da segurança das atividades, uma vez que estará seguindo um programa de gestão de segurança que inclui um plano de tratamento de riscos.

Finalmente, a empresa contratante que tem segurança como um valor, terá num evento de treinamento experiencial uma extensão da aplicação da sua política de segurança, ficando assim mais a vontade para desenvolver os talentos das suas equipes.

Treinamento Experiencial PS

Encontro com Mentes Visionárias !

terça-feira, 25 de maio de 2010

Por Daniel Spinelli

    Nos últimos anos venho dando minha contribuição como palestrante nos encontros brasileiros e mundiais de Turismo de Aventura. Uma coisa que sempre me impressionou nesses eventos é a qualidade das pessoas envolvidas nesse segmento.  Trata-se de um grupo especial que trabalha por um mundo melhor e tem um espírito cooperativo que ainda não tinha experimentado no mundo corporativo.

    Se olharmos o momento histórico que a humanidade está vivendo, com grandes desafios nas áreas ambientais, de desenvolvimento social, cultural, econômica, entre outras, veremos que temos muito a aprender com esse time de “malucos”. Pessoas de boa vontade, com inteligência  acima da média  e que estão se ajudando para cada vez mais se tornarem mais fortes em termos econômicos e de propagação de mensagem.

    Ainda não vi, nas diversas palestras e dinâmicas das quais participei nesses encontros, uma em que não havia um forte desejo de passar uma mensagem e incentivar os participantes a buscarem recursos, energia e motivação para darem continuidade aos seus trabalhos.

    Numa das oportunidades, em outubro de 2008, na Noruega, participei de um painel onde discutíamos  as soluções que países em desenvolvimento estão encontrando para trabalharem seus destinos turísticos de aventura. Nessa mesa tivemos as apresentações do Brasil, da Mongólia e do Camboja e ali de repente percebemos o quanto temos em comum nos nossos desafios. Saí de lá emocionado por encontrar pessoas de lugares tão distantes, às vezes ignorados, mas que fazem trabalhos extraordinários, dignos de colocar na platéia líderes empresariais de todo o mundo para serem sensibilizados sobre o papel contemporâneo das organizações no planeta.

    O vídeo desse post é sobre o encontro que houve no Canadá em outubro de 2009. Por meio dele dará para sentir a energia do evento. Se quiser participar, o próximo encontro brasileiro será o ABETA Summit em São Paulo de 20 a 22 de Setembro. O próximo Summit mundial será de 4 a 7 de outubro na Escócia. Eu pretendo estar nos dois, carregando minhas energias para continuar trabalhando por um mundo melhor. Espero te ver num deles! Até a Próxima!

Video: Adventure Travel World Summit 2009 – Quebec

Link do evento Abeta Summit: www.abetasummit.com.br

Link do evento ATWS: http://www.adventuretravel.biz/connect/summit/

Oportunidades Pós Crise

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Por Daniel Spinelli

Passamos por uma crise financeira mundial que assustou empresas e profissionais e pelas consequentes medidas de cautela adotadas pelos empresários, mudando a dinâmica de muitos negócios e das relações de trabalho. Como consequência, estabilidade, certeza e “jogo fácil” saíram do vocabulário no mercado de trabalho. Emergiu um cenário cheio de dúvidas, medos e incertezas. No entanto, diferente do que as previsões (e os medos) alarmavam, um cenário pós crise começou a se desenhar de forma favorável para o Brasil.

Como um furacão que passou, e como os gurus dos negócios sempre pregam sobre o tema “crise”, dessa vez ficou muito evidente o que esse “susto” fez no mercado, e como deixou o cenário para aqueles que estão dispostos a entender as mudanças e aproveitá-las. De qualquer forma, como na maioria das oportunidades, esse momento também demanda algumas atitudes mais adequadas para quem aproveitar o potencial do cenário que está se formando.

Não pretendo aqui explanar todas as atitudes, afinal muitas delas dependem da realidade de cada profissional e de cada empresa, mas citarei algumas que certamente farão a diferença:

A primeira delas é a consciência do momento. É hora de abrir a cabeça, de reanalisar o cenário e o contexto. Se você olhar em volta e não enxergar as mudanças, mude sua perspectiva. Quem pensar com a mesma cabeça de 6 ou 12 meses atrás corre o risco de não identificar as ótimas oportunidades que estão surgindo.          

As formações e as experiências profissionais que lhe trouxeram até aqui não serão tão importantes quanto sua visão de futuro e sua consciência em relação às principais demandas da humanidade. O mundo está pensando diferente, uma das heranças dessa crise é o questionamento dos valores. Qual é a responsabilidade dos profissionais e empresas em relação à sustentabilidade do nosso planeta? Quais efeitos são gerados pela sua atuação no mercado? Você deixa o mundo melhor ou ajuda a levá-lo para a mesma direção para o qual vem caminhando nas últimas décadas?

A velocidade da informação aumentou, a crescente integração da comunicação está gerando por parte de muitos profissionais uma resposta sacrificada em termos de gestão do tempo e da qualidade de vida. Ainda não é comum vermos as pessoas aproveitando de fato a tecnologia a seu favor, pelo contrário, muitas pessoas estão mergulhando num mundo de informações sem uma estratégia definida. Quando a oportunidade surge, se você não tiver uma estratégia de atuação, pode trocar seu valioso tempo de avaliar cenários, montar planos de ação e agir por ficar cuidando da sua caixa de entrada de emails que lota a cada dia.

Trabalhar bem em equipe e desenvolver a qualidade nas relações interpessoais sempre foram importantes, mas agora, são imprescindíveis. A demanda corporativa é por equipes de alta performance e não há espaço nessas equipes para pessoas em crise de ego, com dificuldades de trabalhar bem em equipe ou de cultivar relações saudáveis.      

É hora de se desenvolver como profissional e como pessoa, é hora de aproveitar para mandar sua mensagem para o mundo, e a melhor forma de fazer isso é ser o que você acredita. Vejo muitas pessoas apontando o dedo, e poucas fazendo. Ainda estamos  num estágio letárgico de mudança de hábitos, ainda dependemos de incentivo ao consumo de bens materiais para equilibrarmos nossa economia. O futuro não poderá ser assim. Porque se for estaremos fritos, literalmente. Como atuar nesse novo paradigma econômico que está se formando? A resposta a essa pergunta fará muita diferença entre sucesso e o fracasso num futuro próximo. Se você tem uma boa resposta, eu lhe desejo muito sucesso e torço por você!!!     

Qual o novo papel dos seres humanos nas organizações?

sábado, 27 de março de 2010

Por Daniel Spinelli

Num mundo onde as pessoas começam a buscar cada vez mais qualidade de vida, o clima de trabalho dentro da organização e suas práticas de relacionamento com colaboradores passa a ter um peso crescente nos resultados de médio a longo prazos.

Podemos ver empresas com ótimos resultados financeiros hoje, organizações que podem parecer indestrutíveis por seu poder econômico, mas o que será desse mesmo negócio daqui há 2,5 ou 10 anos? O conhecimento interno será mantido? Os melhores profissionais vão querer se manter nessa empresa? Clientes conscientes em relação à necessidade de mudança de comportamento por um planeta sustentável vão querer manter relacionamentos comerciais com as pessoas dessa empresa?

Esse é um momento em que as empresas começam a olhar mais para dentro de si mesmas, perceber que ali existem pessoas, com seus sonhos, famílias e expectativas. As pessoas assumem hoje um papel estratégico para um sucesso sustentável nas empresas. Tendo uma visão mais ou menos humanística, esse é o momento para as empresas repensarem a forma como consideram seus colaboradores nos seus planos estratégicos levando em conta quanto tempo pretendem ficar no mercado.

Lições da Simplicidade

sexta-feira, 19 de março de 2010

Foto: Jeffrey Shimizu

Foto: Jeffrey Shimizu

A colonização do Brasil, como todos sabemos, começou pelo litoral. Nos primeiros séculos de colonização, a miscigenação de índios e colonizadores no litoral do sudeste brasileiro fez surgir uma nova etnia, os caiçaras. Devido principalmente às dificuldades de acesso nessas serras, estuários e litorais acidentados, e pelo ímpeto desbravador dos primeiros exploradores, logo o desenvolvimento das grandes cidades se deu em outras áreas. Ficando assim, uma grande parte dessas primeiras áreas exploradas com caiçaras e índios.
Os caiçaras mantiveram, em grande parte, a forte característica indígena da relação com a natureza que alterna pesca com agricultura de subsistência. Uma relação harmônica com os recursos naturais, utilizando-os apenas na medida necessária.
Hoje, no entorno das comunidades caiçaras, é onde se encontram os maiores trechos preservados de floresta atlântica e algumas das principais áreas protegidas do Brasil. Num momento em que repensamos nossos hábitos, e que, mais do que em qualquer outra época da história, nos preocupamos com o futuro da humanidade e do planeta, eu fico me perguntando: O que os caiçaras têm para nos ensinar?
Nos últimos 14 anos tive o privilégio de conviver com algumas dessas comunidades em diversas situações. Posso afirmar que um dos maiores aprendizados da minha vida até hoje é o da simplicidade caiçara. Já presenciei “turistas” que olham de cima para baixo para essas pessoas, com suas “lentes” de shopping centers e tecnologias, incapazes de enxergar a grandiosidade daquela oportunidade de convivência.
Observando um caiçara autêntico (termo que utilizo para designar aqueles que preservam suas raízes e heranças culturais), somos nós capazes de aprender com seus hábitos peculiares de estar atento com a direção do vento? De perceber os movimentos das marés? De reconhecimento dos sinais dos cardumes pelo movimento da superfície? De acordar cedo e assistir ao nascer do sol embarcado? Com sua reunião familiar e o costume de contar e preservar histórias? E educar seus filhos para a relação com a natureza mostrando que o pé descalço na areia e a água do mar é sua fonte de vitalidade?
Se observarmos os resultados dos caiçaras, dando o devido peso aos valores sociais que mais crescem à medida que ganhamos consciência, eu diria que ainda precisamos nos desenvolver bastante para alcançá-los em muitos aspectos. Alguns deles são as capacidades de ser feliz, de cultivar valores familiares e de manter os recursos naturais para as gerações futuras.
Na sua próxima visita à simplicidade abra seu olhar e sua mente e note quantas áreas da sua vida essa experiência pode iluminar.
Daniel Spinelli
Consultor de Desenvolvimento Humano
WWW.pstreinamentoempresarial.com.br
Daniel@pstreinamentoempresarial.com.br