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Qual o novo papel dos seres humanos nas organizações?

sábado, 27 de março de 2010

Por Daniel Spinelli

Num mundo onde as pessoas começam a buscar cada vez mais qualidade de vida, o clima de trabalho dentro da organização e suas práticas de relacionamento com colaboradores passa a ter um peso crescente nos resultados de médio a longo prazos.

Podemos ver empresas com ótimos resultados financeiros hoje, organizações que podem parecer indestrutíveis por seu poder econômico, mas o que será desse mesmo negócio daqui há 2,5 ou 10 anos? O conhecimento interno será mantido? Os melhores profissionais vão querer se manter nessa empresa? Clientes conscientes em relação à necessidade de mudança de comportamento por um planeta sustentável vão querer manter relacionamentos comerciais com as pessoas dessa empresa?

Esse é um momento em que as empresas começam a olhar mais para dentro de si mesmas, perceber que ali existem pessoas, com seus sonhos, famílias e expectativas. As pessoas assumem hoje um papel estratégico para um sucesso sustentável nas empresas. Tendo uma visão mais ou menos humanística, esse é o momento para as empresas repensarem a forma como consideram seus colaboradores nos seus planos estratégicos levando em conta quanto tempo pretendem ficar no mercado.

Lições da Simplicidade

sexta-feira, 19 de março de 2010

Foto: Jeffrey Shimizu

Foto: Jeffrey Shimizu

A colonização do Brasil, como todos sabemos, começou pelo litoral. Nos primeiros séculos de colonização, a miscigenação de índios e colonizadores no litoral do sudeste brasileiro fez surgir uma nova etnia, os caiçaras. Devido principalmente às dificuldades de acesso nessas serras, estuários e litorais acidentados, e pelo ímpeto desbravador dos primeiros exploradores, logo o desenvolvimento das grandes cidades se deu em outras áreas. Ficando assim, uma grande parte dessas primeiras áreas exploradas com caiçaras e índios.
Os caiçaras mantiveram, em grande parte, a forte característica indígena da relação com a natureza que alterna pesca com agricultura de subsistência. Uma relação harmônica com os recursos naturais, utilizando-os apenas na medida necessária.
Hoje, no entorno das comunidades caiçaras, é onde se encontram os maiores trechos preservados de floresta atlântica e algumas das principais áreas protegidas do Brasil. Num momento em que repensamos nossos hábitos, e que, mais do que em qualquer outra época da história, nos preocupamos com o futuro da humanidade e do planeta, eu fico me perguntando: O que os caiçaras têm para nos ensinar?
Nos últimos 14 anos tive o privilégio de conviver com algumas dessas comunidades em diversas situações. Posso afirmar que um dos maiores aprendizados da minha vida até hoje é o da simplicidade caiçara. Já presenciei “turistas” que olham de cima para baixo para essas pessoas, com suas “lentes” de shopping centers e tecnologias, incapazes de enxergar a grandiosidade daquela oportunidade de convivência.
Observando um caiçara autêntico (termo que utilizo para designar aqueles que preservam suas raízes e heranças culturais), somos nós capazes de aprender com seus hábitos peculiares de estar atento com a direção do vento? De perceber os movimentos das marés? De reconhecimento dos sinais dos cardumes pelo movimento da superfície? De acordar cedo e assistir ao nascer do sol embarcado? Com sua reunião familiar e o costume de contar e preservar histórias? E educar seus filhos para a relação com a natureza mostrando que o pé descalço na areia e a água do mar é sua fonte de vitalidade?
Se observarmos os resultados dos caiçaras, dando o devido peso aos valores sociais que mais crescem à medida que ganhamos consciência, eu diria que ainda precisamos nos desenvolver bastante para alcançá-los em muitos aspectos. Alguns deles são as capacidades de ser feliz, de cultivar valores familiares e de manter os recursos naturais para as gerações futuras.
Na sua próxima visita à simplicidade abra seu olhar e sua mente e note quantas áreas da sua vida essa experiência pode iluminar.
Daniel Spinelli
Consultor de Desenvolvimento Humano
WWW.pstreinamentoempresarial.com.br
Daniel@pstreinamentoempresarial.com.br

Dez sinais de que a relação com o chefe não vai bem

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como é o seu relacionamento com o chefe e colegas de trabalho? O clima é tenso em seu setor, as pessoas não se falam direito ou o convívio é agradável e harmonioso?

Confira na reportagem as principais situações que indicam que a relação entre chefe e funcionário não andam bem, com dicas de como contornar essas situações do consultor da PS Daniel Spinelli e outros especialistas.

Artigo no site Adiminstradores.com.br