Arquivo de abril de 2010

Filtrando o fluxo de Informações

terça-feira, 27 de abril de 2010

“Deu” no The New York Times: Comidas baseadas em amido, como batata frita contém acrilamido, substância associada ao câncer em experiências de laboratório. Ovo frito prejudica o colesterol  (LDL), estudo identificado em comidas fritas realiza a mutação do DNA. Pergunta: Você parou de comer essas coisas por causa destas notícias? Espero que não, porque se tivesse parado, mais tarde com certeza teria se surpreendido com estudos complementares desmistificando todas essas informações.

Será que precisamos deixar de comer batatas fritas ou pararmos de ler jornais? Como podemos filtrar informações com esse tipo de complexidade? Quantos estudos ainda estão por vir? Como separar o “joio do trigo”?

A todo o momento somos bombardeados por informações das mais diversas fontes, vindas dos lugares mais inóspitos. Evidentemente, não podemos ignorar tudo,  mas, como reconhecer a sua veracidade    para que  possamos mudar nosso comportamento sem ficar em dúvida? O modo como damos sentido  às palavras e informações influem decisivamente na maneira como vemos, sentimos e nos comportamos.

É fato que a quantidade de informações aumentou.Além desta constatação, ela surge de maneiras diferentes. Hoje, com canais de  notícias 24 horas por dia ligados, podemos receber informações variadas nos mais diversos cantos do planeta. Os ataques terroristas, a morte de celebridades, os terremotos, são  assuntos  que chegam praticamente em tempo real. As organizações querem seus colaboradores conectados 24 horas por dia, sejam através de Blackberrys, pagers, correio eletrônico e computadores de mão, por exemplo.

O ser humano chegou ao seu limite da capacidade de absorver informações, quem dirá de discerni-las. Isto fica evidente no consumo incontrolável. Atualmente, a televisão ocupa um espaço infinitamente maior na vida da maioria das pessoas ao redor do mundo do que ocupava outrora.

Hoje em dia existem pessoas que já não relaxam mais, tempo ocioso é tempo perdido. Noites de sono ficaram para trás e o que dizer das decisões falhas? A complexidade leva ao caos, a confusão de raciocínios.

Acredito que a solução ou uma das soluções para convivermos melhor com esse fluxo incessante de informações é praticar o olhar, o detalhe e vislumbrar o todo. Assim como fazemos quando estamos observando uma paisagem que se encontra à nossa frente. Para olharmos especificamente, precisamos nos aproximar, para olharmos o todo, precisamos nos afastar.

Para que isso aconteça, olhamos mais próximos para percebemos o que é realmente importante na informação e nos afastamos para garantir  sua coerência.

Se estivermos numa festa e  prestarmos atenção somente no todo, perderemos uma conversa importante em determinado grupo .

 Ao contrário, se focamos apenas em um grupo específico, perderemos a  chance de trocar conhecimentos com pessoas importantes que  não vimos chegar por estarmos absortos apenas num determinado grupo.

O equilíbrio entre o olhar o todo e o olhar mais específico faz com que possamos filtrar esse fluxo imenso de informações.

Lisandro Zanotto
Consultor de Desenvolvimento Humano
www.pstreinamentoempresarial.com.br
lisandro@pstreinamentoempresarial.com.br

Oportunidades Pós Crise

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Por Daniel Spinelli

Passamos por uma crise financeira mundial que assustou empresas e profissionais e pelas consequentes medidas de cautela adotadas pelos empresários, mudando a dinâmica de muitos negócios e das relações de trabalho. Como consequência, estabilidade, certeza e “jogo fácil” saíram do vocabulário no mercado de trabalho. Emergiu um cenário cheio de dúvidas, medos e incertezas. No entanto, diferente do que as previsões (e os medos) alarmavam, um cenário pós crise começou a se desenhar de forma favorável para o Brasil.

Como um furacão que passou, e como os gurus dos negócios sempre pregam sobre o tema “crise”, dessa vez ficou muito evidente o que esse “susto” fez no mercado, e como deixou o cenário para aqueles que estão dispostos a entender as mudanças e aproveitá-las. De qualquer forma, como na maioria das oportunidades, esse momento também demanda algumas atitudes mais adequadas para quem aproveitar o potencial do cenário que está se formando.

Não pretendo aqui explanar todas as atitudes, afinal muitas delas dependem da realidade de cada profissional e de cada empresa, mas citarei algumas que certamente farão a diferença:

A primeira delas é a consciência do momento. É hora de abrir a cabeça, de reanalisar o cenário e o contexto. Se você olhar em volta e não enxergar as mudanças, mude sua perspectiva. Quem pensar com a mesma cabeça de 6 ou 12 meses atrás corre o risco de não identificar as ótimas oportunidades que estão surgindo.          

As formações e as experiências profissionais que lhe trouxeram até aqui não serão tão importantes quanto sua visão de futuro e sua consciência em relação às principais demandas da humanidade. O mundo está pensando diferente, uma das heranças dessa crise é o questionamento dos valores. Qual é a responsabilidade dos profissionais e empresas em relação à sustentabilidade do nosso planeta? Quais efeitos são gerados pela sua atuação no mercado? Você deixa o mundo melhor ou ajuda a levá-lo para a mesma direção para o qual vem caminhando nas últimas décadas?

A velocidade da informação aumentou, a crescente integração da comunicação está gerando por parte de muitos profissionais uma resposta sacrificada em termos de gestão do tempo e da qualidade de vida. Ainda não é comum vermos as pessoas aproveitando de fato a tecnologia a seu favor, pelo contrário, muitas pessoas estão mergulhando num mundo de informações sem uma estratégia definida. Quando a oportunidade surge, se você não tiver uma estratégia de atuação, pode trocar seu valioso tempo de avaliar cenários, montar planos de ação e agir por ficar cuidando da sua caixa de entrada de emails que lota a cada dia.

Trabalhar bem em equipe e desenvolver a qualidade nas relações interpessoais sempre foram importantes, mas agora, são imprescindíveis. A demanda corporativa é por equipes de alta performance e não há espaço nessas equipes para pessoas em crise de ego, com dificuldades de trabalhar bem em equipe ou de cultivar relações saudáveis.      

É hora de se desenvolver como profissional e como pessoa, é hora de aproveitar para mandar sua mensagem para o mundo, e a melhor forma de fazer isso é ser o que você acredita. Vejo muitas pessoas apontando o dedo, e poucas fazendo. Ainda estamos  num estágio letárgico de mudança de hábitos, ainda dependemos de incentivo ao consumo de bens materiais para equilibrarmos nossa economia. O futuro não poderá ser assim. Porque se for estaremos fritos, literalmente. Como atuar nesse novo paradigma econômico que está se formando? A resposta a essa pergunta fará muita diferença entre sucesso e o fracasso num futuro próximo. Se você tem uma boa resposta, eu lhe desejo muito sucesso e torço por você!!!